Nilton Bobato
   POESIA 16

ROTINA

 

As mesmas histórias se repetem

Como um livro não escrito

Ou um poema repetido

Insistentemente

 

A tempestade pinta nosso céu de negro

O granizo cai sobre nossas cabeças

O vendaval arranca nossas árvores

Impiedosamente

 

O mato continua a crescer no quintal

As frutas apodrecem nos galhos

As flores murcham no jardim

Rotineiramente

 

Amarramos nossas mãos para não desatar os nós

Fazemos de conta que não vemos os sinais

Tapamos os ouvidos para os ruídos

Repetidamente

 

Neste semestre tudo igual outra vez

O amor é superado pela estupidez

Os mentirosos se julgam vitoriosos

 

Procuro a receita

Um dia ditada por Renato

Dou voltas na quadra

Quase sem destino

Mas tento estancar o sangue

E olho para as flores murchas

Grito por uma nova primavera

Que é preciso ter esperanças

Ver a água límpida azul

No fundo do poço

Sorrindo



Escrito por Nilton Bobato às 12h03
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