Nilton Bobato
   POESIA 13

 

CEGOS TATEANDO CORRIMÕES

 

Quando as luzes brilharem no asfalto

O rock’n’roll cruzar ondas sem intervalos

As guitarras soarem acordes tristes

 

Então chegará a hora de revelar as mentiras

As histórias que os homens não contam

Impõe-nos em silêncio ensurdecedor

 

Parecemos árvores que não geram frutos

Raízes que não crescem em terreno rochoso

Suportes de areia que não sustentam pilares

 

Somos gritos mudos

Cegos tateando corrimões

Surdos escutando notas desafinadas

 

Minha alma diz que tenho de descansar

Meu corpo grita e pede para seguir em frente

Minha consciência manda eu me calar

 

Hoje ouço uma canção lenta

Vejo bebês engatinhando

Crianças coloridas sorrindo

 

Amanhã será a descoberta do universo

O segundo para esconder a tristeza

O minuto para a essência ilusionista

 

Haverá um dia em que pedirei socorro

Esse dia ainda não chegou

Quando chegar, avisarei

Correrei em sua direção

Por ora fico aqui

 



Escrito por Nilton Bobato às 20h32
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